quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Urna Eletrônica: mais um embuste eleitoral

Assisti à palestra do professor Diego Aranha, atualmente na Unicamp. Eis aqui alguns detalhes cavernosos por ele revelados a respeito da nossa urna eletrônica dita "totalmente segura" pelo TSE:

- utilização de algoritmos antiquados e ineficientes, ensinados no PRIMEIRO ano de qualquer curso de computação APENAS para fins didáticos e que jamais deveriam ser adotados profissionalmente;
- não segue as mínimas práticas de segurança da informação, sendo bastante fácil pra qualquer pessoa com algum conhecimento em programação e acesso aos dados descobrir, por exemplo, qual foi o voto de determinada pessoa, através de ordenação e horário de cada voto, armazenado pela urna;
- mesários tem poder de votar no lugar de eleitores faltantes (foram encontradas evidências pela equipe que comprovam tal prática);
- criptografia inexistente: códigos que deveriam ser aleatórios - e anônimos - foram obtidos pela equipe de testes facilmente, pois usava-se como chave geradora o horário contido no próprio canhoto da máquina (anonimato mandou beijos);
- todos os fiscais são obrigados a filiarem-se a algum partido, não podendo ser apartidários.
- uma solução que evitaria fraudes, imprimir em papel os votos para conferência com os resultados das máquinas, foi vetada pela Dilma pois considerou-se que a despesa de 1,8 bilhões seria 'alta' demais - acontece que o próprio TSE fez a estimativa dos custos para implantar impressoras e, curiosamente, elas sairiam mais caras do que a própria urna: enquanto uma urna custa 1500,00 reais, segundo o TSE seria preciso investir 3500,00 reais em cada impressora (como o TSE controla tudo, não há como contestar ou verificar a veracidade dessa estimativa).
- o Brasil é único país que não adota impressão em papel como medida de segurança - tirando a Estônia, onde o voto é via internet, todos os demais possuem alguma forma de verificação física para atestar-se que o software da máquina funciona de forma honesta.

Resumindo: estamos à mercê de um sistema de votação sem qualquer transparência, máquinas programadas "nível estagiário", cheias de falhas básicas de segurança e altamente expostas a fraudes.


Para link com mais detalhes e entrevista dada a Danilo Gentilli, clique abaixo.


http://www.folhapolitica.org/2013/10/especialista-e-professor-da-unb-diego.html