terça-feira, 19 de julho de 2011

Bibelôs excêntricos.

De minha avó paterna herdei a obsessão pela tanatologia (departamento pra outra postagem), a mania do 'faça você mesmo' e alguns bibelôs antigos. Na teoria, são cacarecos inúteis que servem como enfeites. NA TEORIA. Diante dos ornamentos que via na casa dela desde criança, tenho minhas dúvidas. Havia uma coleção de objetos bisonhos. Alguns eu guardei, depois vendi ou doei. Deveria ter ficado com todos, pensando melhor. Eram bem peculiares. Uma temível e enorme cabeça em madeira dum negro com cachimbo, por exemplo - imperou sob a estante por décadas. Dentre os poucos que mantive, estão um porta-treco de bronze em formato de mosca (embora efetivamente não caiba nada) e um singelo par de privada+bidê em louça:


 

 
 
 
 

Sempre achei que o conjunto de toalete daria um ótimo brinquedo, mas minha avó nunca aprovou a ideia por receio de ter o precioso vaso sanitário reduzido a cacos. Da mosca não gostava. Atualmente, vejo o inseto bronzeado com outros olhos - até me apeguei. A mulher tinha uma variedade de estátuas de padres, bustos e bonecos negros. Eram algum tipo de 'amuleto' contra mau-agouro, creio eu. Não sei se o costume é herança nordestina, já que seus pais eram Paraibanos. Infelizmente não tenho mais as peças - seriam perfeitos como espantalhos de visitas.


Mais alguns exemplares de bibelôs nada convencionais. Alguns chegam a ser pornográficos:
  
  
 
 
 

Os 'bibelôs' são do artista canadense Shary Boyle: